Olá a todos!
Por razões técnicas, informo que o Blog sofreu alteração do nome (hehehe)
Em breve novos Post's!
Beijos e fiquem bem.
Virgínia Soares
1ª Semana:
Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a este mundo!
1º Mês:
A minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
2º Mês:
Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito inquieta e com os seus olhos disse-me adeus como que esperando que a minha nova “família humana” cuidasse bem de mim, como ela havia feito.
4º Mês:
Cresci muito rápido. Tudo chama à minha atenção. Existem crianças na casa, são como “irmãozinhos”.
5º Mês:
Hoje castigaram-me. A minha dona zangou-se porque fiz xixi dentro de casa... Mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como durmo na marquise, não aguentei!
6º Mês:
Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido... Creio que a minha família humana me ama muito... Quando estão a comer convidam-me também. O pátio é só para mim e eu estou sempre a fazer buracos na terra, como os meus antepassados lobos, quando escondiam comida. Nunca me educam! Seguramente porque nada faço de errado!
12º Mês:
Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!!
13º Mês:
Como me senti mal hoje... O meu “irmãozinho” tirou-me a minha bola. Como nunca toco nos seus brinquedos, fui atrás dele e mordi-o, mas como os meus dentes estão muito fortes, magoei-o sem querer. Depois do susto, prenderam-me e quase não me posso mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que me vão deixar em observação (certamente não me vacinaram)... Não entendo o que está a acontecer.
15º Mês:
Tudo mudou... vivo preso no pátio... na corrente... Sinto-me muito só.... a minha família já não me quer... às vezes esquecem-se que tenho fome e sede e quando chove não tenho tecto para me tapar.
16º Mês:
Hoje tiraram-me a corrente. Pensei que me tinham perdoado...Fiquei tão contente que dava saltos de alegria e o meu rabo não parava de abanar. Parece que vou passear com eles. Entrámos no carro e andámos um grande bocado. Quando pararam, abriram a porta e eu desci a correr, feliz, crendo que era um dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e se foram embora... “Esperem!!!” – Lati. Esqueceram-se de mim! Corri atrás do carro com todas as minhas forças... a angustia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham-me abandonado...
17º Mês:
Procurei em vão encontrar o caminho de volta a casa. Sento-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração olham-me com tristeza e dão-me de comer... Eu agradeço com um olhar do fundo da minha alma. Porque não me adoptam? Eu seria leal como ninguém. Porém apenas dizem “Pobre cãozinho, deve estar perdido.”.
18º Mês:
No outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus “irmãozinhos”. Cheguei perto deles e um grupo, aos risos, atirou-me uma chuva de pedras – para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos, e desde então não vejo.
19º Mês:
Parece mentira, mas quando eu estava mais bonito as pessoas compadeciam-se mais de mim... Agora que estou mais fraco, com aspecto mudado... perdi o meu olho, as pessoas tratam-me aos pontapés quando pretendo deitar-me à sombra.
20º Mês:
Quase não me posso mexer. Hoje ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles atropelou-me. Pelo que sei estava num lugar seguro chamado sarjeta, mas nunca me vou esquecer do olhar de satisfação do motorista ao faze-lo. Oxalá me tivesse morto... Porém só me partiu as pernas. A dor é terrível, as minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade arrastei-me até uma moita de ervas completamente fora da estrada. Não me posso mover, a dor é insuportável, nunca me abandona. Sinto-me muito mal, estou num lugar húmido e parece que o meu pêlo está a cair. Algumas pessoas passam e não me vêem; outras dizem “Não te aproximes”. Já estou quase inconsciente. Porém uma força estranha fez-me abrir os olhos. A doçura da sua voz fez-me reagir. “Pobre cãozinho, como te deixaram”, dizia. Junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse “Minha senhora, infelizmente este cão não têm remédio que o salve, o melhor é que deixe de sofrer”.
A gentil senhora consentiu com os olhos cheios de lágrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela, agradecendo por me ajudar a descansar... Senti somente a picada da injecção e dormi para sempre, pensando em porque nasci se ninguém me queria...
Retirado de: http://www.sosanimal.com/html/body_diari
Já foi tempo em que o casamento era visto como sendo uma união tal como as pilhas duracel, que duram, duram e duram para toda a vida...
Hoje em dia isso não acontece... os casais separam-se com a maior das facilidades, simplesmente porque existe a palavra mágica chamada “divórcio”. Alguns, quando se casam, vão logo com a ideia de que, "epá se correr mal, azar... o divorcio existe para alguma coisa"... e não devia ser assim.
Sou a favor do casamento, mas tambem costumo dizer que não é uma aliança no dedo ou um mero papel assinado que mostra o amor que duas pessoas sentem uma pela outra... e, por isso acho que o casamento é um acto que deve ser muito bem pensado e ponderado.
Não sou também anti-divórcio, pois em determinadas situações é sempre preferível cada um seguir o seu caminho quando existem determinados factores que não permitem manter um casamento saudavel. Alguns deles como a violência doméstica, a falta de respeito, a traição (tema subjectivo, eu sei), e, claro o deixar de amar... Na maioria dos casos o factor que origina a separação dos casais é, sem margens para duvidas, a traição. Noutras situações, problemas familiares dos mais variados tipos, o alcool, violencia fisica ou verbal, as discussões constantes por vezes sem motivos, os ciúmes, etc. Por outro lado, as relações com muitos anos tendem a cair numa rotina inevitável, que acaba por ir moendo um casamento. E claro, quando ha filhos, ainda mais complicado se torna, pois se vive em função deles. Cabe claro, aos casais, impedir que isso aconteça e manter a chama acesa. Não é fácil acredito ... entramos na onda... mas depende do casal aperceber-se dos sinais a tempo. E mais, é importante falar muito e trocar ideias...
Por isso, pensem bem no que querem fazer...
O Casamento não é fácil... mas o divórcio também não...
Virgínia Soares
30 anos vividos... cheios de tudo...
30 anos passaram e muito há para contar, amigos novos, amigos perdidos que não voltaram e amigos que para sempre ficaram.
Sentimentos dos mais variados, amor, tristezas e alegrias, solidão, dúvidas, certezas e desilusões, angústias, saudades e derrotas, paixão, conquistas... e outros tantos.
Gosto de viver, gosto de sentir, gosto de sorrir, gosto dos meus amigos, gosto de aproveitar cada momento com intensidade mesmo sem o demonstrar porque o que se sente, sente-se cá dentro.
Já fiz coisas de que me arrependi e ja me arrependi por não as ter feito.
Viajei e descobri novos lugares, conheci novas gentes, novas linguas e culturas.
Já estive mal, angustiada, dilacerada pela dor que pensei que não iria suportar... e já me senti tão cheia de vontade de viver que pensei que viveria eternamente.
Já amei incondicionalmente sem limites e ja fui traída.
Já entreguei a minha amizade a quem não a mereceu e já a ofereci a quem a agarrou sem questionar.
Recordo momentos passados, cenas vividas, boas e más, mas vivo no presente e sei que o futuro será aquilo que eu quiser, o que eu deixar...
A vida é aquilo que nós queremos que seja... Aproveitem-na a cada minuto, cada segundo sem questionar... Lutem pelo que querem, pelos vossos ideais, sonhem tudo o quiserem sonhar, realizem os vossos sonhos e não desistam.
E vivam intensamente, um dia de cada vez com um sorriso nos lábios...
É bom viver!
Virgínia Soares
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